A produção
mundial de hidreletricidade, no final da década de 80, c. 1700
TWh, corresponde a quase 20% da produção total de eletricidade.
Em cada país essa proporção varia consideravelmente,
em função do relevo, das precipitações e
também do nível de desenvolvimento do país, devido
aos grandes investimentos necessários para a sua instalação.
Isso explica, por exemplo, a considerável importância da
hidreletricidade no Canadá (2/3 da produção total
de eletricidade) e na Noruega (mais de 95%), países industrializados
de altas latitudes, e na Áustria e na Suíça (mais
de 60%), países alpinos.
Do mesmo modo, explica-se sua proporção reduzida na Grã-Bretanha
e na Bélgica, países com fracos desníveis do relevo,
e na maior parte do Terceiro Mundo, onde as condições
naturais favoráveis não são aproveitadas devido
à escassez dos capitais e pela ausência de mercados próximos
(o transporte aumenta sensivelmente o custo do produto).
Os Estados Unidos continuam sendo o maior produtor mundial, com uma
produção de mais de 300 TWh, seguidos pelo Canadá
(mais de 250 TWh) e pela Rússia (cerca de 200 TWh). Esses três
países possuem algumas das mais importantes usinas hidrelétricas,
com capacidades de produção muito variadas (condicionadas
pelo débito e pela altura da queda), atingindo de algumas centenas
a varios bilhões de KWh.