E
DO FOGO SE FEZ A LUZ...
o AS
FOGUEIRAS
o A LAMPARINA
o O LAMPIÃO
o O GÁS: FONTE DE ENERGIA
LUMINOSA
As Fogueiras
Desde os tempos pré-históricos, ao descobrir o fogo,
o "homo sapiens" logo compreendeu as vantagens de utilizá-lo
para iluminação, valendo-se de fogueiras e tochas quando
da ausência de luz solar. Logo depois, acompanhando a evolução
de sua capacidade de criação, o homem utilizou-se de
fibras retorcidas do caule de árvores colocadas no interior
de um bambu cortado que, adicionando-se gordura animal, produziu a
primeira espécie de vela, mais eficiente que as tochas, pois
tinham a duração quase de uma noite. A vela guiou nossos
ancestrais por tempos imemoriais, sofrendo modificações
e adaptações por longos e longos anos...
A Lamparina
No início do Século XVI, surgiu a lamparina, onde num
recipiente era colocado óleo de baleia e um pavio, encravado
num pedaço de cortiça e responsável pela produção
de uma chama. O tempo que a chama permanecia acesa estava relacionado
a quantidade de óleo do recipiente, que poderia durar dias
ou até meses...
O Lampião
Com a descoberta do petróleo, o querosene passou a ser empregado
nas "lâmpadas" a óleo natural, que por sua
vez receberam um tubo de vidro, o qual protegia a chama e a tornava
mais brilhante. O ganho de luminosidade ocorreu graças a circulação
de ar no tubo, que entrando de baixo para cima enriquecia o oxigênio
no interior do vidro. Assim surgiu o lampião a querosene, ainda
utilizado em alguns locais sem outras fontes de energia luminosa.
O Gás: Fonte de Energia Luminosa
Já na primeira parte do Século XVIII, o belga Van Helmont
observou que, da combustão (queima) de sódio, desprendia-se
uma substância que ele chamou de gás, ou seja, a "alma"
daquilo que fora queimado. 50 anos mais tarde, na Inglaterra, John
Clayton conseguiu prender a "alma" da queima do carvão
e acendeu-a dentro de um recipiente. A partir daí, generalizou-se
o uso de gás como meio de fonte luminosa, sendo distribuído
por tubulações à residências e locais públicos.
O processo utilizava um bico de gás protegido por um bulbo
de vidro e a claridade era produzida pela incandescência de
uma espécie de malha, parecido aos "liquinhos" que
utilizamos em acampamentos... Várias cidades foram iluminadas
utilizando este tipo de energia.
...E COM A LUZ, O PROGRESSO...
o
O ARCO VOLTÁICO
o THOMAS EDISON E SUAS
DESCOBERTAS
o AS LUMINÁRIAS
ELÉTRICAS DE PAUL JABLOCHKOFF
O Arco Voltáico
Até
que, em 1802 Humphry Davy demonstrou, diante de uma platéia
deslumbrada, o efeito luminoso produzido por um fio de platina, levado
à "incandescência" pela passagem de uma corrente
elétrica. Já em 1808, o mesmo cientista, ligando dois
fios aos pólos de uma pilha, prendeu uma barra de carvão
na extremidade de cada ponto. Pondo os pedaços de carvão
em contato e separando-os em seguida, obteve intensa emissão
de luz, caracterizando o fenômeno conhecido mais tarde como
"Arco Voltáico", resultado na passagem da corrente
elétrica de um eletrodo para outro. Por este processo, em 1876,
foi iluminada a maior praça de Cleveland (E.U.A). Humphry Davy
abriu assim duas tendências na pesquisa tecnológica (incandescência
e arco voltáico), protagonizando um período de descobertas
sucessivas e muito progresso.
Thomas Edison e suas Descobertas
Thomas Edison, em 1879, realizou uma série de experiências
no que se concerne à incandescência de filamentos de
várias naturezas, pois não alimentava dúvidas
de que a maneira mais prática de se obter energia luminosa
consistia em transformar energia elétrica em energia térmica
e esta, por sua vez, em luz. Depois de várias tentativas, decidiu-se
pelo uso do carvão, que queimava sob a forma de filamentos,
ainda que muito tênues. Entretanto, exposto ao ar, o carvão
se consumia rapidamente, o que levou Edison a colocá-lo no
interior de um receptáculo de vidro (bulbo), no qual fora previamente
produzido vácuo.
Apesar da falta de oxigênio, o carvão se tornava luminoso,
mas a volatilização do filamento, se bem que mais demorada,
não impedia que os vapores resultantes se depositassem nas
paredes internas do tubo. Nos aperfeiçoamentos, o carvão
foi substituído pelo espiral de tantálio, que funde
a 2.996 ºC.
O tantálio, mais tarde, foi substituído pelo tungstênio,
com 3.387 ºC. Isto aumentava a eficiência luminosa já
que o grau de incandescência e conseqüentemente o brilho
da lâmpada eram, visivelmente superiores.
Para aumentar a vida da lâmpada, ao invés de vácuo
no interior do tubo, criou-se primeiramente uma atmosfera com nitrogênio,
depois inserindo-se argônio e criptônio.
As Luminárias Elétricas
de Paul Jablochkoff
Paralelamente a Edison, o russo Paul Jablochkoff, realizava experimentos
com lâmpadas baseadas na teoria do arco voltáico, alcançando
êxito com as famosas luminárias elétricas Jablochkoff.
Com o progresso foram surgindo outros tipos de lâmpadas, como
as de gás neon, que aproveitavam a propriedade deste gás
em emitir luz vermelha - amarelada, quando atravessado por corrente
elétrica. Atualmente se empregam diversos gases e materiais
para a construção de lâmpadas, dentre os quais
de maior aplicação estão o mercúrio, o
sódio e os vapores metálicos. No final do século
passado, encerrava-se assim, o ciclo experimental das "novas"
fontes de luz. A eletricidade havia se consagrado como solução
luminotécnica eficiente e econômica, iniciando a era
da modernidade. A evolução das lâmpadas e dos
equipamentos que as cercam faz parte do contexto histórico
tecnológico que envolve o passado e certamente, caracterizará
o futuro.
o
A RADIAÇÃO
o A ILUMINAÇÃO
o A LÂMPADA: FONTE
DE LUZ ARTIFICIAL
Os conceitos a seguir são importantes para a compreensão
da evolução dos sistemas de iluminação.
A Radiação
Radiação é uma transmissão de energia
através do espaço. O conjunto de manifestações
de energia em forma de radiações se conhece como "Espectro
Eletromagnético". Dentro do espectro eletromagnético,
existem ondas eletromagnéticas que vão desde os raios
cósmicos, raios gama e raios X até ondas de radar, ondas
de TV, ondas curtas, médias e longas, passando pela radiação
ultravioleta, a luz visível e o infravermelho. A Luz visível,
por sua vez, é uma destas manifestações de energia,
capaz de impressionar o órgão visual. Como já
foi dito, a produção de luz artificial pode ser obtida
de duas principais formas; através do aquecimento de corpos
sólidos até atingir seu grau de incandescência
ou provocando uma descarga elétrica no interior de um gás
ou vapor. É importante termos consciência que a produção
de luz nada mais é que um fenômeno de transformação
de energia. A luz se transmite a distância, através do
espaço, por meio de ondas e em todas as direções.
A percepção da luz ocorre quando o olho humano recebe
energia luminosa, diretamente ou refletida por algum objeto, e a transforma
em estímulo nervoso que é conduzido através dos
nervos óticos ao cérebro. Interessantemente, algumas
pessoas ou animais podem ver mais ou menos do espectro eletromagnético,
isto é, observar cores que outros não enxergam, sendo
que víboras, por exemplo, podem ver nossos raios de calor,
no caso, radiação infravermelha.
Iluminação
Iluminação é a quantidade de luz recebida. A
boa ou má iluminação afeta diretamente a disposição
dos seres vivos, e é vital para seu crescimento físico
e emocional. Existem também, fatores relacionados com a iluminação,
tais como a distância do olho ao objeto, o tamanho dos detalhes,
sua reflexão, seu contraste,... condicionando sua visualização.
Lâmpada:
Fonte de Luz Artificial
A luz do sol, do fogo ou mesmo refletida pela lua é de graça,
porém independente, difícil de controlar, e geralmente
impossível de mover. O desenvolvimento de fontes artificiais
tem sido marcado pela invenção de fontes de luz de grande
eficiência, praticidade e conveniência. A fonte de luz
artificial mais utilizada é a lâmpada. Lâmpada
é um nome genérico dado a um equipamento responsável
pela transformação de um tipo de energia em energia
luminosa. Seus aspectos construtivos estão relacionados diretamente
com suas funções e aplicabilidade. Atualmente existem
diversos tipos de lâmpadas.
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