::: ICONE ::: Instituto Para a Conservação de Energia
 
 
 
Fontes de Energia
Institucional



Energia Nuclear - Energia obtida através da fissão nuclear dos átomos de urânio-235. Usinas nucleares suscitam temor por serem associadas à bomba atômica. No entanto, o medo é infundado. Ao contrário do que ocorre em bombas atômicas, em um reator, as reações de fissão em cadeia são controladas - e o risco de explosão nuclear não existe. Apesar disso, a atividade das usinas nucleares oferece risco de vazamento na atmosfera de material radioativo. A probabilidade é ínfima, da ordem de um acidente a cada 10 milhões de anos, segundo dados da Eletronuclear, estatal que controla as usinas de Angra 1 e 2. No entanto, um improvável acidente pode ser catastrófico, como mostra o exemplo de Chernobyl.
Energia Hidroelétrica - É obtida a partir de barragens construídas em cursos de rios, com o objetivo de obter energia elétrica. Depois do represamento da água em reservatórios, esta é direcionada através de tubulações que passam por turbinas que, ao girarem em torno de geradores, produzem energia elétrica, que é conduzida através de redes especiais de alta tensão até as estações de transformação de média tensão. A partir daí, distribuirá aos consumidores através de redes de baixa tensão. Países que possuem uma boa rede hidrográfica e um relevo acidentado são os maiores usuários dessa tecnologia considerada limpa, pois não queima nenhum combustível fóssil (carvão ou petróleo) ou nuclear (urânio) na obtenção de eletricidade. O principal problema para o meio ambiente está vinculado à formação do lago do reservatório, que pode causar danos à área inundada, principalmente se estiver coberta por florestas, às vezes cidades inteiras ficam submersas.
Petróleo - O petróleo foi a principal fonte de energia do século 20. Os cerca de 72 milhões de barris produzidos diariamente respondem por 40,6% da demanda mundial de energia. Se acrescentarmos a essa conta o gás natural (outro combustível de origem fóssil), a porcentagem ultrapassa 60%. No Brasil, o chamado ouro negro representa 34,2% da matriz energética e foi motivo de inflamadas discussões, como durante a instituição e quebra do monopólio sobre o recurso. A busca pela produtividade energética entra muitas vezes em conflito com a necessidade de preservar o meio ambiente. No caso do petróleo, o impacto ambiental é inerente a todo o processo de produção - e previsto pela avaliação realizada para que um empreendimento seja autorizado. A perfuração de um poço ou a instalação de um duto têm conseqüências imediatas para o ecossistema em que se estabelecem. A terra é revolvida, animais e plantas morrem, é necessária uma readaptação da área após a introdução do empreendimento.
Minerais - O gás natural, o carvão mineral, o xisto betuminoso entre outros são as chamada fontes de energia proveniente dos minerais. Sendo constituídos por recursos que existem em quantidade limitada no planeta e tendem a esgotar-se, os minerais são classificados como fontes de energia não-renováveis.
Geralmente as fontes de energia mineral são utilizadas para fornecer calor para os altos fornos das indústrias siderúrgicas, além de eletricidade através de usinas termelétricas. E, no caso do gás natural, utilizado como combustível de automóveis.
Energia Eólica - A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia renovável, limpa e disponível em todos os lugares. A utilização desta fonte energética para a geração de eletricidade, em escala comercial, teve início há pouco mais de 30 anos e através de conhecimentos da indústria aeronáutica os equipamentos para geração eólica evoluíram rapidamente em termos de idéias e conceitos preliminares para produtos de alta tecnologia. A Energia Cinética do vento é convertida em Energia Mecânica de rotação por meio de um rotor de eixo vertical ou horizontal.
Energia Solar - Os raios solares que chegam até nosso planeta representam uma quantidade fantástica de energia(levando em conta apenas os continentes e as ilhas), além de ser uma fonte energética não poluente e renovável. O problema consiste em descobrir como aproveitar essa energia de forma econômica e como armazená-la (construção de "baterias solares"). A geração de energia elétrica tendo o sol como fonte pode ser obtida de forma direta ou indireta. A forma direta de obtenção de energia solar se dá por meio das chamadas Células Fotovoltaicas que são feitas de material especial (semicondutores). Ao absorver a luz, este material produz uma pequena corrente elétrica que pode ser aproveitada. A forma indireta consiste na obtenção de energia elétrica através da construção de espelhos côncavos que absorvem a energia solar e canalizam o calor obtido para o aquecimento da água.
Hidrogênio - Embora não seja uma fonte primária de energia, o hidrogênio se constitui em uma forma conveniente e flexível de transporte e uso final de energia, pois pode ser obtido de diversas fontes energéticas (petróleo, gás natural, eletricidade, energia solar) e sua combustão não é poluente (é produto da combustão da água), além de ser uma fonte de energia barata. O uso do hidrogênio como combustível está avançando mais rapidamente, havendo vários protótipos de carros nos países desenvolvidos que são movidos a hidrogênio, que gera eletricidade, e descarregam, como já dito, água em seus escapamentos. Calcula-se que já na próxima década existirão modelos comerciais de automóveis elétricos cujo combustível será o hidrogênio líquido.
Biomassa - uma energia biólogica - é o conjunto de organismos que podem ser aproveitados como fontes de energia: a cana-de-açucar, o eucalipto e a beterraba (dos quais se extrai álcool), o biogás (produto de reações anaeróbicas da matéria orgânica existente no lixo), diversos tipos de árvores (lenha e carvão vegetal), alguns óleos vegetais (mamona, amendoim, soja, dendê), etc.
Provavelmente as principais fontes de energia do século XXI serão de origem biológica, produzidas a partir da biotecnologia. A Agência Internacional de Energia (AIE) calcula que dentro de mais ou menos vinte anos cerca de 30% do total de energia consumido pela humanidade será proveniente da biomassa. Em geral, salvo algumas exceções, elas são energias "limpas", isto é, que não produzem poluição e nem se esgotam e e, pelo contrário, até podem contribuir para eliminar parte da poluição devido ao uso produtivo que fazem do lixo e outros detritos.
Energia das Marés - O aproveitamento energético das marés é obtido de modo semelhante ao aproveitamento hidroelétrico, formando-se um reservatório junto ao mar, através da construção de uma barragem com casa de força (turbina + gerador). O aproveitamento é feito nos dois sentidos: na maré alta a água enche o reservatório, passando através da turbina, e produzindo energia elétrica, na maré baixa a água esvazia o reservatório, passando novamente através da turbina, agora em sentido contrário ao do enchimento, e produzindo energia elétrica. Este tipo de energia gera eletricidade em alguns países, tais como: França (onde se localiza a pioneira La Rance), Japão e Inglaterra. A energia das marés deverá se expandir bastante nas próximas décadas.
Energia Geotérmica - Energia geotérmica é o calor proveniente do interior do planeta. A principal vantagem deste tipo de energia é a escala de exploração, que pode ser adequada às necessidades, permitindo o seu desenvolvimento em etapas, à medida que aumenta a demanda. Uma vez concluída a instalação, os seus custos de operação são baixos. Já existem algumas dessas centrais encravadas em zonas de vulcanismo, onde a água quente e o vapor afloram à superfície ou se encontram em pequena profundidade. O calor das rochas subterrâneas (veja esquema abaixo) que ficam próximas a vulcões já supre 30% da energia elétrica consumida em El Salvador e 15% nas Filipinas, que fica situada nas proximidades do "cinturão de fogo" do Pacífico (área onde ocorre o encontro de placas tectônicas e os terremotos e vulcões são freqüentes). No Brasil não temos possibilidade do aproveitamento geotérmico. Temos apenas algumas fontes de água quente que chegam no máximo a 51 ºC em Caldas Novas, no estado de Goiás. Temperatura, essa, insuficiente pra qualquer aproveitamento energético a não ser para banhos, no próprio local, que é seu uso comum.
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